terça-feira, 28 de março de 2017
quinta-feira, 23 de março de 2017
quarta-feira, 22 de março de 2017
Somos cobaias - Os Anticoncepcionais, um perigo para a saúde das mulheres
A história machista e racista de como tentaram manter em segredo os efeitos colaterais dos anticoncepcionais
via Broadly, traduzido por Ramon Félix
25 de outubro de 2016
Em setembro, foi publicado um estudo dinamarquês que encontrou uma correlação entre o uso do anticoncepcional hormonal e o diagnóstico de depressão. O estudo acompanhou o uso de anticoncepcionais e prescrições de antidepressivos por mais de seis anos em mais de um milhão de mulheres. Eles descobriram que as mulheres que estavam sob controle hormonal – seja ele a pílula ou DIU hormonal – foram significativamente mais propensas a usar antidepressivos.
Desde a notícia, muitas mulheres relataram estarem aliviadas que a ciência está finalmente se aproximando de suas experiências de vida. “Eu tinha usado a pílula durante dez anos”, diz Holly Grigg-Spall, autora do livro Sweetening the Pill (“Adoçando a Pílula”). “Uma das marcas, o Yasmin, tinha efeitos colaterais enormes – efeitos psicológicos, depressão, ansiedade, ataques de pânico. Eu demorei dois anos para me ligar que o que estava acontecendo comigo tinha a ver com a pílula”.
Pílulas anticoncepcionais são exibidas na França em 2013. O governo francês tenta limitar o uso deste método desde que uma mulher francesa teve um derrame cerebral por conta do Yaz em 2012. (Foto: Philippe Huguen/AFP/Getty Images)
O estudo encontrou uma forte correlação entre adolescentes tomando contraceptivos e a depressão: houve um aumento de 80% no risco de adolescentes que tomam anticoncepcionais começarem a tomar também antidepressivos. Esta estatística é particularmente preocupante, especialmente porque muitas garotas começam a tomar a pílula antes mesmo de se tornarem sexualmente ativas, às vezes para tratar a acne ou sintomas menstruais, ou apenas como uma medida preventiva. “Começar a tomar a pílula é visto como uma coisa essencial a se fazer”, diz Grigg-Spall. “É meio que um rito de passagem para as meninas”.
Embora possa ser o primeiro estudo desse tipo a dar destaque na relação entre os anticoncepcionais hormonais e a depressão, não é o primeiro a encontrar uma ligação entre este método contraceptivo e a mudança de humor. E é apenas o mais recente em uma longa batalha entre as mulheres e seus médicos sobre o controle de natalidade.
No início do século 20, a contracepção era ilegal na maioria dos estados americanos, e 26 deles proibiam as mulheres solteiras de terem acesso aos anticoncepcionais até a década de 1960. As mulheres ficavam muitas vezes à mercê de seu útero, resistindo a uma gravidez não planejada em seguida de outra. Uma solução comum era a histerectomia. “Nós fazíamos logo após o parto. Seis, sete semanas após o parto”, disse o Dr. Richard Hauskenecht, no documentário da PBS “American Experience: The Pill”. “Fazer uma histerectomia vaginal em alguém que teve três ou quatro filhos, seis semanas pós-parto, você tem duas opções: Ou você é muito rápido no procedimento, ou é melhor que o banco de sangue esteja cheio, pois a perda de sangue será surpreendente. Era uma situação pré-histórica, absolutamente pré-histórica”.
O controle de natalidade hormonal foi iniciado por quatro pessoas: a ativista e educadora sexual Margaret Sanger, o biólogo Gregory Pincus, a sufragista e herdeira milionária Katherine McCormick, e o médico católico e ginecologista John Rock. Pincus descobriu que os animais injetados com a progestina não ovulam. Mas injeções frequentes não foram vistas como uma solução viável, então pensou-se no desenvolvimento de um contraceptivo oral. McCormick financiou o desenvolvimento da pílula do seu próprio bolso. Na década de 1950, Rock começou a usar cobaias, dando a pílula aos seus pacientes em Massachusetts sob o disfarce de um estudo de fertilidade. Ele não informou suas pacientes que a pílula foi projetada para impedi-las de ficarem grávidas. Muitas mulheres abandonaram o estudo pois não toleravam os efeitos colaterais: inchaço, coágulos de sangue (potencialmente fatais), e alterações de humor.
A equipe começou a ter dificuldade em fazer testes clínicos nos Estados Unidos, em parte porque a contracepção ainda era ilegal na maioria dos estados e também por causa da alta taxa de abandono de seus estudos. Então Pincus e Rock decidiram ir para Porto Rico, onde por causa da preocupação com a superpopulação, não havia qualquer restrição do controle de natalidade – e o aborto era legalizado na ilha. Na verdade, muitas mulheres porto-riquenhas foram esterilizadas sem o seu consentimento – ou mesmo conhecimento – em um procedimento que foi popularmente conhecido como “La Operacion”, nos anos 1950 e 60. Pincus e Rock acreditavam que se as “pobres e iletradas” mulheres porto-riquenhas pudessem usar a pílula, qualquer uma podia.
No começo, Rock e Pincus novamente tiveram problemas para encontrar mulheres que tolerassem os efeitos colaterais da pílula. “As mulheres em Porto Rico desistiram do estudo também, então eles começaram a procurar mulheres que poderiam forçar a participar, tanto nos EUA como em Porto Rico”, escreveu a colunista Ann Friedman, para o The New Replublic. “Mulheres internadas em um asilo para doentes mentais em Massachusetts foram inscritas. Mulheres matriculadas em uma escola médica em San Juan foram informadas que tinham que fazer parte de um teste médico ou seriam expulsas”. Novamente, essas mulheres não foram informadas sobre o que a pílula seria; em vez disso, elas deveriam calar a boca, tomar os medicamentos, e se submeterem a exames médicos frequentes, invasivos”.
Eventualmente, a Dra. Edris Rice-Wray, diretora médica da Associação de Planejamento Familiar de Porto Rico, surgiu com uma nova estratégia: explicar para as mulheres o que a pílula fazia. Os assistentes sociais começaram a ir de porta em porta em conjuntos habitacionais em San Juan explicando que uma pílula poderia ser tomada diariamente para prevenir a gravidez. Uma vez que as mulheres foram informadas do que a pílula fazia, centenas se inscreveram voluntariamente. No entanto, essas mulheres não foram informadas de que elas eram parte de um teste clínico ou que o tratamento era experimental.
Após o estudo ser concluído, a Dra. Rice-Wray reportou à Rock e Pincus que a pílula tinha sido 100% eficaz na prevenção da gravidez. No entanto, 17% das participantes sofreram efeitos colaterais como “náuseas, tonturas, dores de cabeça, dores de estômago e vômitos”.
Três mulheres morreram durante o estudo e nunca passaram por uma autópsia para ver se a sua participação no estudo foi o que as levou à morte. A Dra. Rice-Wray concluiu que a pílula, pelo menos na forma e dosagem que foi dada às mulheres de Porto Rico, tinha muitos efeitos colaterais para ser aceitável.
Isso não impediu a empresa G.D. Searle & Co. (subsidiária da Pfizer) de lançar a primeira versão da pílula, o Enovid, usando a mesma fórmula que causou doenças em quase 20% das participantes nos testes. O Enovid continha 10 vezes a quantidade de hormônios necessária para prevenir a gravidez.
Aliás, Pincus tinha inicialmente pensado em criar uma pílula hormonal para homens. “Foi rejeitada pelos homens, devido ao número de efeitos colaterais”, diz Grigg-Spall, “incluindo encolhimento dos testículos”. Acreditava-se que mulheres iriam tolerar os efeitos colaterais melhor do que os homens, que diziam querer uma melhor qualidade de vida.
Em 1970, a jornalista Barbara Seaman escreveu o livro “O Caso dos Médicos Contra a Pílula“. O livro detalhou os muitos efeitos colaterais do Enovid, e ganhou a atenção do então senador Gaylord Nelson.
“O senador Nelson queria uma lei que garantisse o direito de conhecimento dos pacientes”, diz a diretora-executiva Cindy Pearson, da Rede Nacional de Saúde das Mulheres. A pílula foi o seu ponto de entrada para tornar a indústria farmacêutica mais transparente para os consumidores. Nelson convocou audiências no Senado em janeiro de 1970 para investigar a relação entre o uso da pílula e a diminuição da libido, depressão e coágulos de sangue. Nenhuma mulher foi convidada para falar nas audiências. Os membros do coletivo de Libertação das Mulheres de DC, liderado por Alice Wolfson, protestaram contra a falta de participação feminina nas audiências. “Deve-se admitir que as mulheres são cobaias excelentes”, disse Wolfson. “Elas não custam nada, alimentam a si mesmas, limpam suas próprias gaiolas, compram suas próprias pílulas, e ainda pagam o médico que as testa. Nós não vamos mais tolerar a intimidação dos deuses de jaleco branco que dirigem de maneira não-saudável as nossas vidas”, completou a ativista.
As audiências resultaram na queda do uso de hormônios em contraceptivos orais, e a inclusão de um aviso de 100 palavras sobre os potenciais efeitos colaterais em cada pacote da pílula.
Embora agora seja normal ver aquela lista enorme de possíveis efeitos colaterais no final de um comercial de remédio, foram aqueles que lutaram pela transparência sobre a pílula anticoncepcional que nos garantiram o direito de conhecer os riscos daquilo que tomamos. Além disso, aqueles testes clínicos porto-riquenhos eticamente condenáveis e profundamente racistas culminaram nos procedimentos que todos os estudos médicos devem usar hoje, onde o paciente é devidamente informado e deve dar seu consentimento.
Barbara Seaman e Alice Wolfson, as mulheres que se reuniram nas Audiências da Pílula do senador Nelson, passaram a ser a co-fundadoras da Rede Nacional de Saúde das Mulheres.
Hoje, Pearson reflete sobre a forma como o controle da natalidade hormonal moldou sua organização e sua missão. “Nós achamos que as mulheres devem ter acesso à todas informações que desejam ter, começando pelos anticoncepcionais”, diz Pearson. O novo estudo dinamarquês não mudou sua opinião sobre o anticoncepcional.
“O risco da depressão está sendo relatado desde que as mulheres começaram a usar os contraceptivos orais”, diz ela. O que mudou é que agora há dados para provar essa experiência de muitas mulheres. “Faz sentido biologicamente”, diz ela, “e acontece com mulheres há mais de 50 anos”.
Mas se as mulheres têm relatado a depressão como um efeito colateral de controle de natalidade hormonal durante 50 anos, por que só agora estamos obtendo dados concretos? “Uma grande parte do problema é a simples falta de interesse em questões de saúde das mulheres”, diz Grigg-Spall.
Pearson ficou muito entusiasmada com os dados do estudo dinamarquês. “Deus abençoe os escandinavos por terem saúde universal mantendo ótimas estatísticas!”, ela diz. “Ele fornece realmente boas indicações de coisas que podem ser mais investigadas.” Uma situação que precisa de uma investigação mais aprofundada: por que métodos com baixa quantidade de hormônio – como DIU e anel vaginal – estão mais relacionados com depressão do que anticoncepcionais com mais hormônios concentrados?
De acordo com Pearson, o objetivo de estudos como este é dar às mulheres a informação de que precisam para fazerem suas próprias escolhas sobre seus corpos e sua saúde. “Esta informação não deve ser escondida das mulheres pelo medo de que vão tomar uma decisão errada”, diz ela. “Confiem que as mulheres vão tomar boas decisões quando elas têm boas informações”.
Fonte: QCA
sexta-feira, 3 de março de 2017
The Accountant
Nada espectacular. Fim previsível demasiado cedo. Algum toque clássico. Enredo médio, sem grandes desvios na história. Ben Affleck ao nível normal. Anna Kendrick também dentro das personagens que costuma fazer. Filme para se ver num domingo à tarde. O meu rate: 6/10.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Robalo escalado com espinafres e arroz de açafrão
Ingredientes:
Para o robalo
1 robalo inteiro escalado
Alho
Sumo de limão
Sal
Orégãos
Coentros
Pimenta branca
Para o arroz
1 chávena de arroz
Coentros
Orégãos
Alecrim
Açafrão da Índia
2 dentes médios de alho picado
1/2 caldo kenor
1 colher de sopa de azeite
Para os espinafres
Espinafres
2 dentes médios de alho picado
Aipo
Pimento
1 Colher de sopa de azeite
Tomate cherry pêra
Tempo de preparação: 30 minutos
Preparar o robalo, escalá-lo e adicionar o alho cortado, sumo de limão, sal q.b., orégãos, coentros e pimenta branca ao gosto. Deixar marinar de um dia para o outro.
minutos.
Enquanto deixa o arroz apurar e o peixe vai assando, com o lume médio, coloque numa frigideira uma colher de sopa de azeite, o alho picado, um pouco de aipo também cortado em pedaços pequenos, e uns pedaços de pimento verde e vermelho (ao gosto). Deixe refogar um pouco e adicione os espinafres frescos. A quantidade depende do número de pessoas. Mas relembro que é um vegetal que encolhe massivamente depois de salteado, como poderá ver pelas imagens.
Quando tudo estiver pronto, basta servir como desejar. Acompanhei com tomate cherry pêra, o qual, agora no inverno, aconselho vivamente.
Bom apetite!!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Cappelletti e Tortelloni com camarão, espinafres e cogumelos
Preparação: Fácil
Ingredientes (para 4px):
250 gr. de Tortelloni de Ricotta e Espinafres (Lidl)
200 gr. de espinafres (congelado ou fresco) (aqui pode-se variar a quantidade, consoante os gostos)
300 gr. de cogumelos laminados
300 gr. de miolo de camarão 80/100 ou se preferir, comprar maior (congelado ou fresco)
100 gr. de queijo Mozzarella
1 pacote de natas para cozinhar
1 colher de azeite
2 dentes de alho
sal e pimenta a gosto
100 gr. de rúcula selvagem (Lidl)
Tomate cherry
Coloca-se o azeite e 2 dentes de alho picado numa panela ou frigideira alta. Deixa-se apurar o alho. Coloca-se, em seguida, os espinafres e cogumelos e deixa-se saltear até estarem bem cozidos. Condimenta-se com sal e pimenta a gosto e deixa-se estar mais uns minutos.
Coloca-se então o camarão e deixa-se cozinhar até ganhar a cor avermelhada, colocando finalmente as natas, deixando apurar o molho.
Enquanto o molho apura, coze-se a massa numa panela à parte durante 5-7 minutos e quando estiver pronta, adiciona-se ao preparado e envolve-se com cuidado.
Por fim, adiciona-se queijo mozzarella e envolve-se novamente, deixando apurar durante 1 minuto.
A salada é feita com rúcula selvagem e tomate cherry, condimentados a gosto.
O camarão, se for congelado, convém descongelar.
Na massa, podem optar pelo Ravioli de 4 queijos e no queijo, pelo Parmesão. Também podem acrescentar vieiras à receita, embora seja caro. Ao critério!
Bom apetite!!!! :)
Esta receita foi baseada nesta Ravioli with Seafood, Spinach & Mushrooms in Garlic Cream Sauce
Esta receita foi baseada nesta Ravioli with Seafood, Spinach & Mushrooms in Garlic Cream Sauce
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Ansiedade - Sintomas e Tratamento
Muitas das vezes, em vez de se passar logo aos medicamentos, deve-se tentar compreender o que
causa o bloqueio e tentar clarificar o que atormenta um individuo, junto de um profissional.
causa o bloqueio e tentar clarificar o que atormenta um individuo, junto de um profissional.
"Muitas vezes, na nossa vida, sentimos estados de Ansiedade. Chamamos de Ansiedade às sensações físicas que nos mantêm preparados para uma reação ao perigo que enfrentamos ou que pensamos enfrentar. Sempre que temos medo de algo que nos possa agredir, o nosso corpo entra num estado de vigília no qual fica preparado para reagir a agressões exteriores, e o nosso cérebro fica com maior agilidade de raciocínio, numa tentativa de, confrontado com o perigo, conseguir encontrar uma solução. Os animais, perante as agressões exteriores, podem fugir, atacar ou dissimular a sua presença, e para se comportarem com as atitudes que perceberem ser as mais necessárias, o corpo tem que se preparar com energia suficiente para as executar.
E QUANDO O MEDO TOMA CONTA DO PENSAMENTO?
mulher curvada com as mãos na cabeça, transmitindo a sensação de ansiedade e preocupação
Então, sentimos este estado de Ansiedade sempre que temos medo que alguma experiência nos possa provocar dor. Quanto maior for a dor, mais medo temos, e mais Ansiedade geramos.
Acreditamos que determinada experiência nos traga dor por comparação com experiências que já vivemos no passado. Assim, agimos no presente baseando-nos nas aprendizagens do passado, fugindo à dor, tendo medo de viver experiências dolorosas.
Desta forma, a Ansiedade, sendo um estado normal, por vezes perturba-nos imenso, dado que sentimos que esse estado nos limita na nossa tranquilidade, criando estados de medo, vigilância e stress a perigos que reconhecemos não ter verdadeiramente a importância que damos.
Esta incongruência, em que sentimos o que não queremos sentir, acontece como uma reação mental às experiências traumáticas no passado que pretendemos evitar, mesmo que não estejam presentes os mesmos elementos agressores.
Como exemplo, uma criança vítima de agressões na escola pode desenvolver, em adulto, comportamentos de afastamento social, pois inconscientemente teme que o contacto social lhe seja novamente agressor, e mesmo sabendo racionalmente que não será agredido, a reação instintiva será a fuga a essas situações.
Quando as crianças são sujeitas a grande pressão dos seus pais ou tutores, nomeadamente com exigências excessivas para estudar, para cumprirem regras, para se comportarem de determinado modo, entre outras formas de pressão, podem desenvolver, quando adolescentes e adultos, estados de Ansiedade generalizada, podendo até entrar em estados de bloqueio anímico perante a possibilidade de falharem as suas tarefas e de serem criticados pelos outros. Estes adultos são hipervigilantes ao seu próprio erro, nunca sentindo que fizeram bem o suficiente, e têm dificuldade em adormecer e em relaxar.
Experiências como traumas, violência infantil, bullying, divórcios, maus tratos diversos, podem ser vividos com uma intensidade tal que se torna difícil ultrapassar a dor e o medo que elas nos trazem. Estas emoções que não ultrapassamos, como o medo, a mágoa, a tristeza, ao longo do tempo destroem a nossa qualidade de vida, limitando-nos na nossa liberdade de sermos felizes.
As pessoas que não conseguem ultrapassar as dificuldades do passado não são as mais fracas, mas sim as que mais sentiram a dor ou o medo dessas experiências.
Os principais sintomas dos estados ansiosos são o batimento cardíaco acelerado, a respiração ofegante, hipervigilância no foco de medo, tensão muscular e insónias. No entanto, todas as pessoas manifestam outros sintomas mais ou menos evidentes, como suores, tremuras, confusão mental e bloqueios anímicos. A intensidade destes sintomas reflete o nível de medo percebido das experiências que nos preocupam.
Dentro do estado ansioso, podemos definir algumas variações mais conhecidas como:
- Ansiedade Generalizada – Em que as pessoas têm medo de falhar, de ser mal avaliadas no seu desempenho.
- Transtorno Obsessivo – Em que a pressão do medo leva a uma hipervigilância do perigo, mesmo que não seja real, com os medos a originar pensamentos contínuos e limitadores do bem-estar físico e mental.
- Timidez e Fobia Social – Em que a exposição social se torna difícil pelo medo que se sente na avaliação dos outros, com medo da crítica ou mera opinião, com receio de não estarem à altura das circunstâncias.
- Insónias Relativas – Quando as pessoas estão ansiosas, com medos, a sua atividade mental está por norma sempre muito acelerada com pensamentos constantes, o que dificulta o relaxamento essencial a um bom sono.
Sendo a Ansiedade um estado normal dos animais, existem, porém, um conjunto de estados que derivam de distúrbios emocionais, como:
- Distúrbio cíclico da Ansiedade, conhecido como a síndroma dos Ataques de Pânico, em que as pessoas entram em estados cíclicos de Pânico, desenvolvendo um medo extremo de sentir o próprio medo.
- Fobias Específicas – São medos de objetos ou circunstâncias ambientais muito específicas, como medos extremos de aranhas, pássaros, bem como medos de estar em lugares fechados ou escuros.
- Insónias Absolutas – Algumas pessoas, após acordarem em Pânico devido a pesadelos, apneias ou mesmo Pânico espontâneo, desenvolvem uma resistência inconsciente a dormir, passando muitas horas sem conseguir adormecer ou acordando muito cedo sem voltar a adormecer.
Os estados de Ansiedade que limitam as pessoas não são doenças físicas, mas sim estados reativos ao medo que têm a algumas circunstâncias ou ambientes.
Sendo assim, o único tratamento eficaz é um tratamento psicológico que encontre as causas dos problemas e que os trate, treinando a mente de quem sofre para desvalorizar os eventos traumáticos, de forma a que estes não criem reações involuntárias como o medo injustificado. A psicologia moderna e interventiva está a criar modelos terapêuticos que ajudam as pessoas a saírem dos estados de Ansiedade de uma forma eficaz e eficiente, restabelecendo o equilíbrio reativo às experiências do dia a dia, permitindo uma adequada resposta às dificuldades sem que se torne, a própria Ansiedade, numa dificuldade."
Fonte: Clinica da Mente
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















